07/10/2009
O segundo dia do Maximídia
por Patricia Angeletti
O segundo dia do Maximidia iniciou abordando a importância dos mercados regionais. Em Novos Mercados, quem vai Ganhar este Jogo?, Duda Mezler, o palestrante do painel, abordou a nova forma de olhar para nosso consumidor, identificado muito mais pelo encontro de interesses comuns (emoções). A segmentação, então, é a palavra da hora e se tangibiliza pelo que de fato é importante / relevante para nosso consumidor. Ex: Homens na cozinha / mulheres no futebol. Para ele, o caminho que deve nortear a atuação neste cenário é o entendimento “com clareza” do que é importante para internautas, telespectadores, leitores e ouvintes. Na seqüência da apresentação, Duda apresentou as diversas formas de atuação da RBS, destacando as suas performances em índices e cases, possibilitando uma comunicação multiplataforma, 360º.Segundo o moderador do painel, Flávio Ferrari, do Ibope, a distribuição do bolo publicitário nacional está adequada ao IPC de cada região. “Há um equilíbrio, embora anunciantes que estão longe de determinadas regiões encontrem maior dificuldade”, destacou. Camilo Centeno, RBA (afiliada Band) e Orlando Xavier, Record comentaram a crescente importância dos programas locais na grade de programação, na geração de negócios e na identificação do consumidor com a marca.
Na segunda palestra, Implementando conceitos e inovando no mundo da comunicação, Flávia da Justa, Oi, abordou que estamos na revolução da informação e que temos hoje um consumidor always on! De planos de mídia com picos e vales para comunicação contínua. Estamos diante novo ecossistema de comunicação: mídia própria+ mídia paga + mídia orgânica, que devem estar integradas para provocar o engajamento do consumidor. “A OI é uma marca presente onde as pessoas estão”, afirma. Flavia destaca que a marca Oi se expressa pelo conteúdo, pois com tanta informação é necessário ser claro, ser relevante! As plataformas da OI são esporte, música, moda e cultura. Flávia finaliza a apresentação, exemplificando os cases da OI como a Mega Rampa, a cobertura do SPFW e a entrada da marca no Sul. A participação da OI na Semana Farroupilha exemplificou a abordagem regional da marca e a importância de se adaptar à cultura local. Paulo Castro, Terra, destaca que é preciso que as marcas acompanhem o comportamento das pessoas através das redes sociais e comentários, por exemplo. Para ele, é por meio das críticas e do contato direto que se torna possível reverter uma situação ruim ou adequar um produto. Maria Luisa Lopez, Unilever, abre com uma frase de Peter Drucker “Todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples” . A partir do novo conceito “freemium”, destaca a evolução dos planejamento de mídia (produto) para relacionamento (marca). Aborda também a importância das redes sociais, já que 78% dos consumidores confiam em indicação de amigo, contra 14% em propaganda.
O último painel do dia A Fronteira do Marketing: o Entretenimento de Marca e a Mídia Social, conduzido por Mike McGraw, da nova-iorquina Bigfuel , destaca que para construir uma presença relevante nas mídias sociais é necessário uma base autêntica. “O que pedimos é que as empresas não mintam. E, se tiverem algum problema, que digam o que estão fazendo para resolvê-lo“, sugeriu. Mais um painelista que destaca a RELEVÂNCIA, como diferencial para driblar as múltiplas mensagens que disputam a atenção do consumidor, que saltou de 500 para 5 mil por dia. Ele destaca 06 erros crucias em campanhas de redes sociais, entre eles: “fantasiar a publicidade de conteúdo gerado pelo consumidor“, “colocação forçada de produtos” , “esperar que os consumidores se importem com a agenda das marcas”.
O debatedor, João Daniel Tikhomiroff, Mixer, falou sobre as fronteiras entre o entretenimento de marca e a mídia social no Brasil. Já Daniel Chalfon da MPM, sugere que a presença das marcas nas redes sociais não deve ser restrita, mas sim integrada. Gleydis Salvanha, Y&R, reforçou que as campanhas devem estar ancoradas nos pilares de relevância, conteúdo e engajamento , além de estarem prontas para ouvir o que vem do consumidor.

